Como posso fazer para certificar um produto com o selo da ABLC?

A ABLC estabelece critérios para a certificação. Clique aqui para saber mais. Atualmente, está ocorrendo um programa piloto com alguns fabricantes, para os últimos ajustes do processo. Se você tem interesse em certificar seu produto, envie seus dados pelo formulário do campo "contato" deste site, e informaremos assim que o processo estiver disponível.

Posso comer o alimento / ingrediente X?

Esta pergunta deverá ser feita ao profissional de saúde. A ABLC contém uma lista de ingredientes vetados para a concessão do Selo. Isso não significa que tais alimentos sejam necessariamente ruins - apenas que não são compatíveis com uma dieta very low carb (VLC). Se você tiver indicação de VLC, a lista pode ser útil, mas não substitui o seu nutricionista.

Pode me indicar um nutricionista/médico que siga low carb?

Não, a ABLC não pode endossar profissionais específicos.

Tenho a doença X, posso seguir um estilo de vida low carb?

Somente o profissional de saúde poderá responder a questões individuais. Pessoas em uso de medicamento deverão ter acompanhamento médico pois, devido à alta eficácia desta abordagem alimentar, é comum a necessidade de redução ou suspensão de medicamentos como insulina, hipoglicemiantes orais e medicamentos para pressão.

Estou grávida / amamentando, posso seguir este estilo de vida?

Discuta essa alternativa com o seu obstetra - ele é a pessoa mais habilitada para tanto.

Meu nutricionista disse que não há necessidade de restringir tanto assim os carboidratos. E agora?

Low carb não tem uma definição única; é um espectro. Para muitos é apenas uma opção de saúde e bem-estar, baseada em comida de verdade, evitando-se açúcar e carboidratos refinados, em plena conformidade com o guia alimentar brasileiro. Para outros, uma estratégia nutricional extremamente eficaz, empregada por profissionais de saúde para favorecer a perda de peso saudável e sustentável. Para portadores de resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes, low carb é comprovadamente a melhor opção, mas não a única. Sendo essa a alternativa adotada, é importante para os pacientes que haja definições claras sobre o assunto (1) e que os rótulos sejam claros e não induzam a erro (2).. Em última análise é você, em conjunto com o profissional de saúde, que deverá definir o grau de restrição necessário ou recomendável para o SEU caso.

Qual o objetivo da certificação?

O Selo LowCarb ABLC foi criado com o objetivo de facilitar a identificação de produtos baixos em carboidratos pelo consumidor. É uma forma rápida de visualizar que um alimento atende os critérios estabelecidos pela ABLC, sendo seguro para o consumo em uma dieta low carb.

Nota: a quantidade total de carboidratos a ser ingerida por dia deverá ser avaliada individualmente por um profissional de saúde, ou seja, ainda que baixos em carboidratos, alimentos certificados não devem ser consumidos de forma ilimitada.

De que forma o Selo LowCarb ABLC beneficia o fabricante?

A aprovação da ABLC garante ao fabricante o direito de comunicar, através do Selo na embalagem, que seu produto é low carb. Além disso, o Selo confere credibilidade ao fornecedor, fortalecendo sua conexão com o público-alvo. Cada produto deverá ser submetido à certificação e avaliado individualmente, ou seja, a ABLC não certifica fornecedores, de modo geral. Os produtos aprovados serão listados, por categoria, no site da ABLC, facilitando a busca dos consumidores.

O que o Selo LowCarb ABLC garante?

  • Que a porção informada no produto é adequada para consumo de pessoas que buscam estratégia de alimentação low carb.

  • Isenção de ingredientes considerados inadequados em uma alimentação low carb.

O que o Selo LowCarb ABLC não garante?

  • Que a quantidade de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) presente nos produtos certificados é a ideal para cada indivíduo. Estratégias alimentares devem ser planejadas por profissionais qualificados da área de saúde.

  • Declaração de alergênicos e glúten, sendo responsabilidade do fabricante estar em conformidade com as normas vigentes.

  • Fiscalização relacionada ao cumprimento de boas práticas de fabricação e procedimentos higiênico-sanitários para o preparo, acondicionamento, transporte, distribuição e comercialização dos produtos certificados. É responsabilidade do fabricante estar em conformidade com a Legislação vigente.

  • Determinação do tempo de vida útil dos produtos. É responsabilidade do fabricante especificar o prazo de validade do produto, informando na embalagem conforme Legislação vigente.

Quais ingredientes são vetados em produtos que buscam o Selo LowCarb ABLC?

Conforme item 3.7 em "certificação".

Quais foram os critérios utilizados para a exclusão de certos ingredientes?

Um dos princípios da ABLC, na certificação de produtos low carb, é promover o uso de ingredientes baixos em carboidratos, alternativos aos convencionais. Nesse sentido, o fabricante que pretende comunicar na embalagem que seu produto é low carb deve priorizar o uso de matérias-primas naturalmente baixas em carboidratos. Certos ingredientes elevam a glicemia tanto ou mais do que o açúcar, portanto a ABLC entende que não faz sentido sua utilização em alimentos rotulados como low carb, ainda que em baixas quantidades. Isso não significa que produtos contendo algum ingrediente proibido para a certificação não sejam considerados saudáveis ou funcionais. Esses casos devem ser avaliados individualmente pelo consumidor, sob orientação de seu profissional de saúde. Para indivíduos saudáveis é provavelmente melhor consumir algo adoçado naturalmente, ainda que tenha mais carboidratos. Já, para alguém doente, a fonte não faz muita diferença - se a pessoa ingerir mais carboidratos, haverá maior impacto glicêmico.  No entanto, quando um consumidor comprar um produto com o Selo LowCarb ABLC, estará seguro de que sua dieta e objetivo não serão impactados, ainda que esteja em restrição severa de carboidratos.

Por que é permitido açúcar em produtos como chocolate amargo, mas não em outros?

Chocolate amargo, ainda que adoçado com açúcar, eleva a glicemia menos que outros tipos de chocolate. Além disso, seu consumo tende a ser mais seguro sob esse aspecto que um chocolate diet adoçado com maltitol*, por exemplo. Um chocolate 85% cacau pode conter aproximadamente 20g de carboidratos por 100g, o que é cerca de um terço do que contém um chocolate ao leite. Então, se você comer seis quadradinhos de chocolate amargo - aproximadamente 33g - estará consumindo menos de 10g de carboidratos.

*Maltitol é  um dos polióis mais comumente utilizados em chocolates diet, pois possui características e propriedades tecnológicas semelhantes ao açúcar. Tem 75% do impacto glicêmico do açúcar, mas apenas 75% do seu dulçor, ou seja, na prática são equivalentes. Atualmente, por legislação, produtos contendo maltitol podem ser denominados "diet" e conter a expressão "zero açúcar". A ABLC, através da Certificação de produtos low carb, tem como objetivo sinalizar aos consumidores os alimentos que são irrelevantes do ponto de vista de impacto glicêmico, considerando não apenas o índice, mas também sua carga glicêmica. Por esse motivo, o maltitol encontra-se entre os ingredientes proibidos e é incentivado o consumo de chocolate amargo tradicional.

Qual o limite máximo de carboidratos por porção para que um produto receba o Selo LowCarb ABLC?

A ABLC promove a utilização da estratégia low carb como ferramenta para promoção de saúde e bem-estar. Nesse sentido, incentiva a educação dos consumidores ao fazerem suas escolhas de compra baseando sua alimentação em produtos naturais minimamente processados, sempre que possível. No entanto, considera que a sociedade moderna oferece conveniências que podem fazer parte desse estilo de vida.

Para certificação, a ABLC utiliza critérios mistos de avaliação, que vão além dos números informados nas tabelas nutricionais. Dependem da categoria do produto e consideram: natureza dos ingredientes, ausência de ingredientes proibidos, quantidade de carboidratos por porção e impacto glicêmico, quando aplicável.  Atualmente, não existe no Brasil uma padronização para declaração de carboidratos líquidos nos rótulos dos alimentos. Não raro, são observadas inconsistências, principalmente em produtos artesanais adoçados com polióis, o que torna necessária uma análise individual. Portanto, a quantidade de carboidratos por porção é um dos critérios de avaliação, mas não o único. Desse modo, não existe uma determinação arbitrária para limite máximo de carboidratos por porção, já que esse não é um critério isolado de avaliação.