Recentemente, o Ministério da Saúde publicou um texto em https://saudebrasilportal.com.br/ter-peso-saudavel/dieta-sem-carboidrato-pode-causar-danos-a-saude com o título “Dieta sem carboidrato pode causar danos à saúde”, com a headline, “Dietas extremamente restritivas podem comprometer a segurança alimentar e nutricional”.

O texto é factualmente errado e potencialmente prejudicial à população. Um texto publicado por um órgão oficial de saúde deve ser baseado na melhor evidência científica, onde existe uma hierarquia na qual o ensaio clínico randomizado (experimento) vem primeiro, e a opinião vem por último. Do Ministério da Saúde, espera-se mais do que opinião e senso comum.

Vamos analisar o texto, parágrafo por parágrafo.

“Dietas que cortam o carboidrato da alimentação restringem o acesso a componentes essenciais para o bom funcionamento do organismo. Dessa forma, regimes extremamente restritivos, como a dieta sem carboidrato, podem causar danos à saúde”.

1) Não existe NENHUM componente essencial para o bom funcionamento do organismo que esteja presente apenas em alimentos ricos em carboidratos. Fibras estão presentes em vegetais de baixo amido, assim como minerais e vitaminas. Esta é uma afirmação factualmente incorreta.

2) Uma abordagem low carb, isto é, de BAIXO carboidrato, não é NO carb, isto é, que “cortam o (sic) carboidrato (sic)”. Há uma redução na quantidade de carboidratos consumidos, especialmente açúcar e farináceos. O grau de restrição é definido pelo profissional de saúde de acordo com a necessidade clínica do paciente.

3) A afirmação de que um dieta SEM carboidratos (vamos corrigir aqui para baixa em carboidratos, que é a terminologia correta) pode causar danos à saúde contradiz as evidências científicas de mais alto nível - os ensaios clínicos randomizados, nos quais há não apenas perda de peso, mas melhora dos fatores de risco cardiovasculares.

“Seja em sua quantidade ou mesmo qualidade, as dietas muito restritivas deixam de fora da alimentação algum grupo de alimentos. Isso pode ser perigoso para a saúde, pois a longo prazo pode causar a deficiência de alguns nutrientes essenciais para o organismo, como vitaminas, minerais e aminoácidos”, explica a analista técnica de Políticas Sociais, Simone Costa Guadagnin, da Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

1) Este parágrafo, baseado em uma opinião e não em literatura, aplica-se, por exemplo, a uma dieta vegana, que efetivamente deixa de fora grupos inteiros de alimentos, tais como peixes, aves, carne, ovos e laticínios. Este seria um belo exemplo de algo que mereceria um alerta do Ministério da Saúde.

2) Qualquer dieta que contenha qualquer tipo de carne contém TODOS os aminoácidos. Qualquer dieta low carb contém vegetais de baixo amido e frutas de baixo índice glicêmico que são ricas em minerais, vitaminas e demais nutrientes.

De acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, uma alimentação saudável é harmônica em quantidade e qualidade e deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer. “Em contrapartida, as dietas da moda usualmente se limitam a considerar apenas a ingestão de nutrientes e calorias e não considera a individualidade de cada um e o contexto em que vive”, ressalta Simone.

1) O guia alimentar brasileiro traz como grande contribuição a ênfase na redução do consumo de alimentos processados e ultraprocessados, que são removidos de uma dieta low carb. Aliás, uma dieta low carb é baseada justamente em alimentos não processados ou minimamente processados, do tipo que se encontra em peixarias, açougues e feiras livres.

2) Dieta da moda não é um termo técnico e não tem uma definição científica. Na verdade, é utilizado como forma de denegrir qualquer estratégia com a qual não se concorde. Se a definição for sustentação científica, no sentido de grande número de ensaios clínicos randomizados, clique aqui e verifique você mesmo os mais de 70 estudos deste tipo publicados na literatura peer reviewed.

3) Toda e qualquer estratégia alimentar deve considerar a individualidade, o que é avaliado pelo profissional de saúde. O Ministério da Saúde estimula o aleitamento materno exclusivo nos primeiro 6 meses e se tal prática estiver  “na moda”, tanto melhor, afinal, estar na moda ou não não define a adequação de uma estratégia. Aleitamento materno exclusivo não é uma estratégia adequada para um adulto - sempre é necessário individualizar.

4) Os “os princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer.” - variedade e prazer são possíveis com quaisquer estratégias alimentares - essa, aliás, é uma das nobres funções da profissão de nutricionista. Algumas situações requerem restrições mais severas. O prazer de um refrigerante não deveria se sobrepor à saúde do aleitamento materno. De forma análoga, para o diabético, no caso de uma dieta low carb, o prazer de um refrigerante não deveria se sobrepor à saúde. O profissional de saúde deverá harmonizar essa situação, com opções pobres em carboidratos, mas ainda saborosas (uma limonada, por exemplo).

Segundo a especialista, dietas que prometem redução de peso de forma rápida e sem sacrifícios tendem a fugir do costume alimentar das pessoas. Por isso, dificilmente conseguem ser mantidas a longo prazo. “Inicialmente pode haver resultados rápidos, especialmente na perda de peso, causados pelo entusiasmo inicial. Mas depois as chances de recuperar o peso perdido são grandes”, alerta.

1) Aqui, o ônus da prova recai sobre quem alega. Pergunta-se: qual a estratégia de perda de peso que NÃO foge do costume alimentar de quem tem excesso de peso?

2) Qual a estratégia alimentar que seja capaz de produzir perda de peso que pode ser facilmente (antônimo de dificilmente) mantida a longo prazo?

3) De que forma resultados rápidos e entusiasmo inicial podem ser considerados um defeito? Isso não é algo bom?

4) Qual ensaio clínico randomizado já mostrou algum tipo de estratégia alimentar para perda de peso no qual as chances de recuperar o peso perdido NÃO sejam grandes?

5) Este parágrafo descreve o fenômeno conhecido de que é difícil manter QUALQUER estratégia de mudança de estilo de vida no longo prazo.

6) É bizarro que, em face da epidemia de obesidade, e sabedor desse fato (de que as pessoas têm dificuldade de seguir QUALQUER estratégia alimentar de perda de peso), o Ministério da Saúde desestimule uma das formas mais eficazes para a perda de peso, de acordo com dezenas de ensaios clínicos randomizados - a restrição de carboidratos. Se o paciente deseja seguir essa estratégia, deveria ser incentivado por um governo que considera a obesidade um problema grave.

Perigos das dietas da moda

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) repudia práticas relacionadas ao emagrecimento rápido, desintoxicação do organismo ou à “limpeza do corpo” que prometem facilidades ou benefícios baseados no senso comum, com pouca ou nenhuma evidência científica, induzindo a modismos e padrões alimentares que podem causar danos à saúde e comprometer a segurança alimentar e nutricional.

1) Desintoxicação do organismo é algo bizarro e que não tem nada a ver com low carb

2) “limpeza do corpo” - idem

3) Senso comum é o que embasa este texto. O que diferencia senso comum de ciência é a literatura peer reviewed e, dentro dela, os maiores níveis de evidência - os ensaios clínicos randomizados.

4) Modismo não é um termo técnico. Se o aleitamento materno está na moda ou não, não é isso que define sua adequação. O mesmo se aplica para as estratégias alimentares que já tenham sido adequadamente testadas em ensaios clínicos randomizados. Se tais estudos indicam que uma estratégia é eficaz, sua popularidade é irrelevante para a recomendação de sua adoção.

5) Não está claro na última frase desse parágrafo a que tipo de intervenção o CFN está se referindo quando fala em “modismos e padrões alimentares que podem causar danos à saúde e comprometer a segurança alimentar e nutricional”. Espera-se, em uma interpretação de texto caridosa, que seja às práticas bizarras supracitadas. Até porque low carb já é aceito até mesmo pelas maiores organizações mundiais de diabetes por ser uma prática eficaz, padrão, e segura (veja aqui).

“Especialmente no verão, aumenta o número de dietas que propõem emagrecimento rápido, desintoxicação do organismo ou mesmo mais disposição e vitalidade. Isso pode colocar a sua saúde em risco. O CFN recomenda que as pessoas analisem de forma crítica as informações divulgadas e busquem acompanhamento clínico somente do profissional inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) com jurisdição em seu estado”, declara a autarquia.

1) É fato que as pessoas buscam mais emagrecimento no verão, com qualquer tipo de estratégia - e isso não é culpa da estratégia - que pode ser séria e eficaz;

2) Desintoxicação do organismo é algo bizarro e que não tem nada a ver com low carb;

3) Alimentar-se melhor, perdendo gordura no processo, e praticar atividade física produzem, de fato,mais disposição e vitalidade, e isso deveria ser apoiado tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pelo CFN;

4)Com certeza a avaliação crítica das informações divulgadas deve ser feita, o que inclui as informações divulgadas pelos próprios órgãos oficiais, que muitas vezes, como é o caso do presente texto, contradizem a literatura peer reviewed mediante meras opiniões. Por fim, há vários nutricionistas que já orientam seus pacientes na forma correta de conduzir uma estratégia low carb e concordamos integralmente que as pessoas devam procurá-los.

"E para evitar futuras complicações, o CFN reforça a importância da consulta presencial para a elaboração do planejamento alimentar. Cada pessoa tem necessidades nutricionais e calóricas diferentes, por isso cada caso deve ser analisado individualmente."

1) parágrafo correto, que não requer reparos.

"Para que você pense um pouco melhor antes de aderir às dietas da moda, ou qualquer tipo de proposta rápida e milagrosa, o Saúde Brasil explica alguns riscos da dieta sem carboidrato:

1) A partir deste ponto, imagina-se que virão fatos baseados em evidência científica. Vejamos.

Diminuição da energia e do rendimento físico

O carboidrato, encontrado em maior quantidade nos pães, cereais e massas, auxilia na recuperação muscular e é a primeira fonte de energia para os músculos. Portanto, a presença de carboidratos na alimentação, nas quantidades adequadas, não provoca aumento da gordura corporal.

“O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo, por isso pode ser prejudicial para quem exclui da alimentação a longo prazo. No caso de praticantes de atividades físicas, a restrição do componente pode ter um impacto negativo ainda maior”, sinaliza Simone.

1) Os músculos podem utilizar glicose OU gordura como fonte de energia, e a quantidade de glicogênio muscular disponível antes e depois de 3h de corrida é a mesma em atletas em dieta de alto ou baixo carboidrato. Referência: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0026049515003340

2) Ninguém discorda que “presença de carboidratos na alimentação, nas quantidades adequadas, não provoca aumento da gordura corporal”

3) O corpo pode utilizar glicose OU gordura como fonte de energia e o fígado é capaz de produzir 100% da glicose necessária, mesmo que os indivíduos tenham baixo consumo de carboidratos.

4) A afirmação de que, em praticantes de atividade física, a restrição de carboidratos seria ruim, está refutada por ampla literatura publicada  (ver por exemplo https://ablc.org.br/node/74 e o estudo supracitado)

Desregulação do organismo

A ingestão elevada de proteínas, característica das dietas com restrição de carboidratos, pode provocar sobrecarga renal e a desregulação do organismo, além de efeitos desagradáveis como desidratação e desmaios.

Dietas restritivas podem levar ainda a à cetoacidose, caracterizada por hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue), vômitos, dificuldade respiratória, entre outros sintomas, informa o material de apoio para profissionais de saúde Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição.

1) As dietas de baixo carboidrato são caracteristicamente normoproteicas, isto é, costumam ter a mesma quantidade de proteína do que a alimentação de qualquer outra pessoa - e isto está amplamente documentado em ensaios clínicos randomizados (ver, por exemplo,https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0708681) portanto, a premissa inicial do parágrafo é factualmente errada;

2) Sobrecarga renal por dieta de baixo carboidrato é uma lenda urbana. E isso seria verdade MESMO para dietas hiperproteicas. Em toda a literatura peer reviewed não existe sequer um caso descrito. Uma metanálise recente demonstra que esta afirmação é desprovida de base científica: https://academic.oup.com/jn/article/148/11/1760/5153345. Espera-se de uma instituição como o Ministério da Saúde que verifique a literatura de alto nível de evidência, antes de publicar opiniões baseadas em senso comum;

3)A última frase é lamentável, pois indica que quem redigiu o texto não sabe a diferença entre cetoacidose diabética, cetose nutricional e dietas de baixo carboidrato. O fenômeno descrito chama-se cetoacidose diabética.

4) A cetoacidose diabética ocorre por falta de insulina, não de carboidratos. É um fenômeno praticamente exclusivo do diabético tipo 1, quando o mesmo deixa de usar sua insulina ou usa doses muito baixas; ou ainda do diabético tipo 2, no qual já tenha sido exaurida a capacidade de produzir insulina e que, portanto, precisa também usar esse hormônio. Não se causa cetoacidose diabética com nenhum tipo de dieta, e um diabético não precisa estar fazendo nenhum tipo de dieta para desenvolver cetoacidose;

>5) Observe que o próprio texto inepto fala, neste parágrafo, em hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue), sendo que alguns parágrafos acima, o texto afirma que low carb é perigoso por disponibilizar POUCA glicose no sangue. Tal nível de confusão explica-se pelo total desconhecimento de fisiologia por quem escreveu. Cetoacidose diabética ocorre por falta de insulina, situação na qual o FíGADO produz grandes quantidades de glicose, daí a hiperglicemia. Cetose nutricional, um fenômeno benigno e benéfico que ocorre nas restrições mais severas de carboidratos, produz justamente o contrário - níveis mais baixos de glicose - motivo pelo qual é útil no TRATAMENTO do diabetes.

Ganho de peso subsequente

Regimes que restringem carboidrato, além da dificuldade de serem mantidos em longo prazo, não promovem a adoção de uma alimentação adequada e saudável e a adoção de outros hábitos de vida saudáveis. Por isso, podem provocar ganho de peso subsequente.

Pesquisa com indivíduos que adotaram a dieta Dunkan (rica em proteínas, restrita em gorduras e com baixo teor de carboidratos) mostrou que, aproximadamente, 75% retornam ao peso anterior.

1) Existem basicamente duas estratégias para perda de peso: restrição calórica primária ou restrição de macronutrientes; não existe perda de peso sem restrição de coisa alguma, isso seria pensamento mágico;

2) Como já exposto em parágrafos anteriores, low carb é uma alimentação saudável, composta de alimentos in natura e minimamente processados, especialmente quando orientada por um profissional de nutrição;

3) QUALQUER estratégia nutricional voltada para emagrecimento é difícil de ser mantida no longo prazo. Isso é válido para qualquer mudança de estilo de vida e não é motivo para que não se recomende uma estratégia comprovadamente eficaz. Isto é verdade para cessação de tabagismo e adoção de exercícios físicas, por exemplo, que são duas atividades que se recomenda, mesmo sabendo que a maioria das pessoas não seguirão no longo prazo.

4) Dito isso, a forma correta de fazer as coisas quando se é o Ministério da Saúde, é levantar o que diz a literatura peer reviewed e não dar opiniões baseadas em senso comum. Os ensaios clínicos randomizados sugerem que as pessoas têm MAIS facilidade de manter low carb no longo prazo do que a tradicional dieta low fat high carb (veja https://www.researchgate.net/figure/Attrition-rates-of-low-fat-and-low-carbohydrate-diets_tbl1_49755291). Isto provavelmente deve-se ao fato de que as pessoas preferem restringir carboidratos do que passar fome (restrição calórica voluntária). Ainda assim, a tendência das pessoas é não seguir NENHUMA dieta no longo prazo.

5) Sabedor deste fato, seria bom se o Ministério da Saúde estimulasse as pessoas a adotar qualquer dieta comprovadamente segura e eficaz (dentre as quais low carb figura de forma proeminente), ao invés de criticar pessoas que já estão fazendo algo difícil (emagrecer).

Dieta saudável para o dia a dia

“A adoção de uma alimentação adequada e saudável, a prática regular de atividade física e a adoção de outros hábitos de vida saudáveis são sempre as melhores escolhas”, destaca Simone. “Apenas uma alimentação variada, baseada em alimentos in natura e minimamente processados, adequada em qualidade e quantidade e que respeite nossas tradições e cultura pode promover a saúde. É o que preconiza o Guia alimentar para a população brasileira.”

1) Este parágrafo está impecável, mas este parágrafo praticamente descreve literalmente o que se preconiza em uma dieta low carb.

O cardiologista Fausto Stauffer, titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), acrescenta que restrição de carboidrato de forma moderada e “não tão extremada” pode trazer benefícios para a saúde como o controle de peso e das taxas de açúcar, além de redução no nível triglicerídeos, medidas que em conjunto melhoram o perfil cardiovascular a longo prazo.

1) Parágrafo absolutamente correto e baseado em evidências;

2) O grau de restrição de carboidratos deverá ser ajustado pelo profissional de saúde, dependendo da situação clínica de cada paciente.

“Você não precisa fazer o extremo de ir para uma dieta cetogênica, que corta praticamente todo o carboidrato, mas reduzir o carboidrato na dieta tem mais benefícios que, por exemplo, fazer uma dieta com baixa gordura. Em termos de controle de peso, as dietas com baixo carboidrato se mostram mais eficazes que as com baixa gordura – portanto, a gordura não é a vilã”, observa o cardiologista.

1) Mais uma vez, parágrafo correto e baseado em evidências. Com uma ressalva:

2) Em pacientes diabéticos tipo 2, há evidências (veja esta metanálise, por exemplo: http://drc.bmj.com/content/5/1/e000354) de que, quanto maior a restrição de carboidratos, melhor o resultado, sendo a dieta cetogênica mais eficaz.

3) Como afirma corretamente o cardiologista, “em termos de controle de peso, as dietas com baixo carboidrato se mostram mais eficazes que as com baixa gordura – portanto, a gordura não é a vilã”. Tal afirmação é baseada em evidência e corroborada por muitas dezenas de ensaios clínicos randomizados (ver aqui;

4) É curioso que um texto com um número tão superlativo de afirmações baseadas em senso comum e que contradizem a literatura peer reviewed de mais alto nível, termine com uma afirmação absolutamente correta, que contradiz basicamente a totalidade do artigo que a precede.